sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Foz Côa vence Pinhel

A partida gerava alguma expectativa, até porque frente a frente estavam duas equipas com tradição no futebol distrital e na memória dos fozcoenses ainda estava o facto de, na época transata, os Pinhelenses terem infligido uma das suas poucas derrotas caseiras.
Além disso, o Foz Côa debate-se neste momento com muitos problemas no plantel, principalmente a nível de lesões, um facto que levou a formação orientada por Eduardo Fernandes a abordar a partida com muitas cautelas, tal como os visitantes.


Quem marcou presença durante todo o encontro foi o nevoeiro, que em certas alturas foi muito intenso, não permitindo visualizar o jogo, principalmente nas zonas mais afastadas das bancadas. No entanto, deu para ver que o desafio foi repartido e algo aguerrido, com a bola a ser jogada principalmente no meio-campo e com poucas oportunidades de golo. As situações de algum realce aconteceram essencialmente no seguimento de bolas paradas. Assim foi com o golo que ditou o resultado final. Na sequência de um livre cobrado na direita do ataque do Foz Côa, a bola foi cruzada para o interior da área onde saltaram vários jogadores e o esférico sobrou para Sardinha marcar aos 82’.
O golo foi contestado pelos pinhelenses, sobretudo pelo seu guarda-redes, que alegou ter sido carregado. Damos o benefício da dúvida ao árbitro, pois estava muito perto e não vislumbrou nenhuma infração. No computo geral, aceita-se a vitória do Foz Côa, que foi um pouco mais ambicioso que os Pinhelenses. No entanto, o empate também não destoaria. Num jogo algo complicado devido às condições climatéricas e a algumas picardias dos atletas, o árbitro revelou excelente postura, ótima condição física e foi tecnicamente perfeito. Contudo, na nossa opinião, deverá rever o critério disciplinar, pois as leis do jogo não referem nem local nem tempo para exercer as ações disciplinares. Quanto aos árbitros assistentes não comprometeram e revelaram concentração.


Fonte: Jornal O Interior Daniel Soares

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